Categoria: Diário do jardim e do quintal

Fiteira

Ontem vieram remover a fiteira que tinha no fundo do quintal, porque nas traseiras há gente que não tem que fazer e anda muito incomodada. O resto que vegeta em cima daquelas garagens não incomoda, até um Chuchu para lá cresce selvaticamente. Ainda demorei uns dois ou três anos desde que começaram a querer chatear, resolvi agora, a Fiteira já não me servia porque as fitas estavam muito altas, mas quando ameaçaram com “as autoridades” estive quase para a deixar ficar. Quanto menos conversa se der a vizinhos deste jaez, melhor.

Quintal

O quintal está assim… Em primeiro plano, Camomila-dos-alemães, Matricaria recutita, que nasce espontaneamente aos montes (deixo sempre formar sementes).
Ao fundo, as flores amarelas são Bidens ferulifolia que basicamente adoptaram aquele lugar e recusam a mover-se dali. Plantei-as inicialmente no Jardim do Lago e era lá que as queria, não há hipótese — mas o extraordinário é que foram para este lugar por vontade própria. Tenho esperança que se dêem no terraço, aqui era suposto ter vegetais e legumes.

Roseira 'Graham Thomas'

E por falar em rosas que crescem, este ano as roseiras estão super magníficas. As duas da frente, ‘Claire Austin’ e ‘Iceberg’ nunca tiveram tantas flores. A ‘Graham Thomas’, é sempre uma preferida. No vaso, ‘A Shropshire Lad’, esteve linda. Por fim, a ‘Lichfield angel’ também nunca esteve tão bem, que linda — ajudou eu ter removida duas Nandinas que já a atrapalhavam bastante. Todas estas roseiras vieram de Inglaterra, de David Austin e têm todas o AGM — Award of Garden Merit da Royal Botanic Society.
Numa outra nota, a Grande-cerejeira-branca, Prunus serrulata ‘Tai-haku’, também nunca esteve tão bem porque como costuma florir em Abril e “em Abril, águas mil”, tem sido sempre prejudicada pela chuva. Este ano foi o primeiro em que não choveu durante toda a floração.

Eschscholzia californica
Papoila-da-Califórnia, Eschscholzia californica.

Por falar em plantas espontâneas… Nasceu no quintal esta Papoila-da-Califórnia, uma espécie que nunca tive mas, depois de alguma investigação, concluí que a minha prima na casa ao lado teve há uns anos e deve ter sido daí que veio. Ao investigar o que era, li algures que tem o prémio “Planta Venenosa do Ano 2016”. Ora aqui está um prémio que não conhecia, há prémios para tudo.

Vasos
Tenho tentado reduzir a quantidade de vasos com plantas, porque no Verão dão um trabalhão.

Não tenho escrito porque poucas novidades há. Concluí que sou um péssimo hortelão de Inverno… Por algum motivo, pouco faço e mesmo as tarefas básicas de arrumação e manutenção, estão permanentemente atrasadas e adiadas.
Do jardim, praticamente desisti. Não totalmente — desisti de o manter num determinado nível que eu acho que seria desejável. Enquanto os meus cães por cá andarem não vale a pena. Deixei de tapar as covas imediatamente, a menos que a terra invada o pátio e no geral, está tudo bem fraco se olharmos com olhos de ver. É irritante, mas é o que é.
Tenho canteiros que já plantei cinco vezes, ou seja, quase todos os anos. Deixei de ir aos hortos e o que vou fazendo é com a “prata da casa”, porque francamente, é deitar dinheiro fora. Reproduzo algumas plantas e aproveito as que nascem espontaneamente (uma quantidade surpreendentemente grande).
Como me contradigo sempre, estou a planear semear uma série de anuais a ver no que dá. Tentativas de outros anos, acho que deram caracóis e lesmas, porque os cães já era pouco. De qualquer modo, uma única planta no horto dá para comprar 10 ou 20 pacotes de sementes que resultam em centenas de plantas, é completamente diferente — até há um livrinho muito interessante de James Fenton chamado “A Garden from a Hundred Packets of Seed” que aplica essa filosofia de jardinagem a partir das sementes.