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As plantas pequenas e outras coisas

Ilustração © 2016 Sama
© 2016 Sama.

Há muito tempo, anos mesmo, que em livros, revistas ou na tv, vejo os cortes serem colocados mesmo na borda dos vasos, ou no canto, caso se tratem de vasos quadrados. E nunca percebi porquê. Uma vez alguém sugeriu que pudesse ser para sustentar o material, por vezes frágil.
Já sei qual é a razão. Monty Don no programa Gardener’s World (episódio 6 de 2016), ao reproduzir dálias por corte, explica que como não há raíz não há captação de humidade e por isso se reduzem as folhas (para tentar equilibrar a perda de humidade por essa via) e se encostam os cortes ao vaso, porque supostamente é aí que demoram mais tempo a secar.

Tenho vindo a reparar que existem várias razões para, ao comprar, preferir plantas pequenas às mais desenvolvidas. A única vantagem de escolher já grande é conseguir um efeito imediato, de cor, textura ou mesmo estrutura no caso de árvores adultas. Como estou a plantar um jardim de razoável tamanho, necessito de centenas de plantas e comprar pequeno faz muita diferença na hora de pagar. Por outro lado, as plantas pequenas tendem a estabelecer-se melhor no local. Ao fim de um ano parece que sempre lá estiveram. Uma planta com um pequeno torrão consegue-se colocar em qualquer lado num jardim já maduro, entre as outras, sem as perturbar.

Comecei a plantar o meu jardim branco. Bétulas das variedades Betula papyrefera e Betula mandschurica, porque já as tinha cultivadas de semente e há uma ligação afectiva. Se assim não fosse e tivesse de escolher apenas uma seria a magnífica Betula utilis var. jacquemontii dos Himalaias Ocidentais.
A árvore principal é a Prunus serrulata ‘Tai Haku’. Duas magnólias, a Magnolia stellata ‘Royal star’ e a Magnolia wilsonii. Mais tarde uma terceira, a Magnolia sieboldii (estas duas últimas fragantes). De árvores é tudo é já é muito, nem todas as Bétulas são até ao fim.
Outras plantas que já tenho são uma Hydrangea paniculata ‘Silver dollar’ (detesto o nome), outra ‘Phantom’, três Liatris spicata, duas Rosa rugosa ‘Alba’ e três Spiraea betulifolia ‘Tor’ e três Telopea ‘Shady lady white’. Por fim Crisântemos e umas Campanula portenschlagiana (albas, evidentemente).

A imagem de capa deste Verão de 2016, é um celestial Acer shirasawanum ‘Aureum’.

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