Etiqueta: cães

Vasos
Tenho tentado reduzir a quantidade de vasos com plantas, porque no Verão dão um trabalhão.

Não tenho escrito porque poucas novidades há. Concluí que sou um péssimo hortelão de Inverno… Por algum motivo, pouco faço e mesmo as tarefas básicas de arrumação e manutenção, estão permanentemente atrasadas e adiadas.
Do jardim, praticamente desisti. Não totalmente — desisti de o manter num determinado nível que eu acho que seria desejável. Enquanto os meus cães por cá andarem não vale a pena. Deixei de tapar as covas imediatamente, a menos que a terra invada o pátio e no geral, está tudo bem fraco se olharmos com olhos de ver. É irritante, mas é o que é.
Tenho canteiros que já plantei cinco vezes, ou seja, quase todos os anos. Deixei de ir aos hortos e o que vou fazendo é com a “prata da casa”, porque francamente, é deitar dinheiro fora. Reproduzo algumas plantas e aproveito as que nascem espontaneamente (uma quantidade surpreendentemente grande).
Como me contradigo sempre, estou a planear semear uma série de anuais a ver no que dá. Tentativas de outros anos, acho que deram caracóis e lesmas, porque os cães já era pouco. De qualquer modo, uma única planta no horto dá para comprar 10 ou 20 pacotes de sementes que resultam em centenas de plantas, é completamente diferente — até há um livrinho muito interessante de James Fenton chamado “A Garden from a Hundred Packets of Seed” que aplica essa filosofia de jardinagem a partir das sementes.

Cova dos Cães

Cova dos Cães

Cova dos Cães

Mais um Domingo como os outros. Quem tem algum interesse no jardim, não pode ter cães, ou pelo menos como os meus que são dois pastores belgas malinois. Já têm 10 anos e tem sido um martírio quase desde o primeiro dia. Todos os dias sem excepção a minha jardinagem é tentar salvar alguma coisa, limpar o pátio, limpar o sítio onde eles se deitam… Terra e lama por todo o lado, para entrar em casa é frequente passarmos pela terra espalhada onde calha.
Junta-se que um deles, insiste em passar para o quintal. Tenho um portão e barreiras, mas este tipo de cães não quer saber desses detalhes. Há sempre dejetos no quintal, coisa que não queria mesmo nada.
Centenas de plantas arruinada, milhares de euros deitados fora. Não arruinam só plantas, mangueiras, ferramentas, literalmente tudo o que ficar esquecido ao seu alcance é o mesmo que ter deitado fora. Só no jardim da frente devia ter mais de 1.000 bolbos naturalizados e a florir, se esta Primavera tiver 100, vou ficar todo contente. Enquanto estes cães existirem, não compro praticamente mais nada.
Além de terem imenso espaço, todos os dias, quer faça chuva quem faça Sol (é uma forma de dizer, é de noite), vou passear com eles. Castigá-los não adianta. Compensá-los não adianta. Nada adianta. Ainda acresce a sua profunda inutilidade como cães de guarda, fomos assaltados duas vezes e nada de positivo fizeram, aliás, nem se levantaram da sorna em que vivem quando não estão a arruinar alguma coisa — só faltou um dos vagabundos passar-lhes por cima antes de nos entrar em casa.
Enfim, se servir a alguém digo sem qualquer reserva: Quem quisere ter um jardim deve pensar muito bem ao que dá mais valor, se a cães, se às plantas ou a um jardim com o mínimo de aspecto. Assim é verdadeiramente impossível.

Cova

Cova

Uma parte significativa do meu trabalho no jardim é concertar o que os cães estragam. Já vão fazer oito anos e é isto seguramente mais de 200 dias por ano, nunca tive cães assim, quem quer ter um jardim cuidado tem de pensar muito bem antes de ter animais deste calibre — ou de outro, porque a verdade é que os gatos também estragam imenso. Entre isto, apanhar bostas, varrer e limpar, a vida não é tão glamorosa como pode parecer à primeira vista.