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Vasos
Tenho tentado reduzir a quantidade de vasos com plantas, porque no Verão dão um trabalhão.

Não tenho escrito porque poucas novidades há. Concluí que sou um péssimo hortelão de Inverno… Por algum motivo, pouco faço e mesmo as tarefas básicas de arrumação e manutenção, estão permanentemente atrasadas e adiadas.
Do jardim, praticamente desisti. Não totalmente — desisti de o manter num determinado nível que eu acho que seria desejável. Enquanto os meus cães por cá andarem não vale a pena. Deixei de tapar as covas imediatamente, a menos que a terra invada o pátio e no geral, está tudo bem fraco se olharmos com olhos de ver. É irritante, mas é o que é.
Tenho canteiros que já plantei cinco vezes, ou seja, quase todos os anos. Deixei de ir aos hortos e o que vou fazendo é com a “prata da casa”, porque francamente, é deitar dinheiro fora. Reproduzo algumas plantas e aproveito as que nascem espontaneamente (uma quantidade surpreendentemente grande).
Como me contradigo sempre, estou a planear semear uma série de anuais a ver no que dá. Tentativas de outros anos, acho que deram caracóis e lesmas, porque os cães já era pouco. De qualquer modo, uma única planta no horto dá para comprar 10 ou 20 pacotes de sementes que resultam em centenas de plantas, é completamente diferente — até há um livrinho muito interessante de James Fenton chamado “A Garden from a Hundred Packets of Seed” que aplica essa filosofia de jardinagem a partir das sementes.

Cobertura Ajardinada
Tudo somado, acho que o composto disponível não chegará sequer à caixa que está à direita.

Tenho tanto composto e terriço de folhas que resolvi finalmente (e já tinha dito, nunca esta palavra foi tão bem utilizada) começar a encher o terraço de terra. E comecei. Na verdade não dará para muito, a este ritmo (de fabricar a minha própria terra), posso demorar oito ou 10 anos, mas tenho tempo para onde vou. Além disso, a verdade é que cada vez produzo mais composto, portanto o mais certo é ser bastante menos tempo.
Vou instalar uma rega automática provisória, mesmo sabendo que o provisório tem uma espantosa capacidade de se tornar definitivo. O maior problema são os gatos. Cobri a terra com uma manta geotêxtil anti-daninhas, já a romperam. Perdi a conta aos baldes que levei para cima — hoje foram 10, ontem 20, mas são seguramente mais de 50. É difícil calcular quantos terei mais e a partir daqui vai demorar um pouco, porque tenho de peneirar tanto o terriço de folhas, como o composto, já acabou o que tinha já pronto.
E entretanto, comecei uma nova pilha no segundo compostor onde também instalei uma rede no centro para o ar circular.
Choveu tanto e de repente os vasos têm de ser regados todos os dias — há uma semana que noto isso —, é bom não esquecer.

Apesar de continuar tudo encharcado, hoje andei no quintal com sucesso. Arranquei ervas (claro), podei as Salva-ananás, Salvia elegans, varri, transplantei algumas alfaces que já nascem espontaneamente (as que mais gosto) e principalmente, retirei de vasos duas Groselheiras brancas ‘Ronan’ e plantei em dois canteiros onde tenho plantado groselheiras desde sempre, sendo esta a terceira tentativa — porque morrem. Terceira e última tentativa. Por algum motivo não se dão muito bem aqui e Mirtilo, igual. Além disso livrei mais dois vasos onde tinha dois pés de malagueta decrépitos. São menos quatro vasos para cuidar.

Estive a retirar os vasos com os bolbos do ano passado e de outros anos do seu lugar de “armazenamento”, 27 no total. Agora tenho que limpar os vasos, ver os que têm etiqueta, os que ainda estão viáveis e começar a plantar os bolbos novos para a Primavera. Eu acho que um dos meus objectivos era reduzir o número de vasos… não vai lá muito bem.

Há quatro ou cinco tarefas que me consomem imenso tempo e que deviam de alguma forma consumir menos.
Vigiar caracóis e lesmas, que deviam ser menos, mas que são cada vez mais. Numa noite posso perder imensas plantas (correntemente o brócolo).
Arrancar ervas, que deviam ser menos e julgo que estão a ser menos, mas não posso descansar, senão rapidamente volta ao mesmo. Também há o problema de o próprio composto ser uma fonte de daninhas e uma das piores são tomateiros que nascem em todo o lado onde coloco composto.
Podar no sentido de controlar. Quero ter as plantas que tenho, que são muitas, não tenho solução. O primeiro compostor está constantemente a transbordar.
Regar no Verão, principalmente os vasos. Tenho de reduzir drasticamente o número de vasos e começar a implementar os planos da rega automática (que na verdade não está para breve).
Há mais uma coisa que é estacar e amarrar as plantas principalmente no quintal… Deixo sempre para o fim e muitas vezes já é tarde. Este ano está marginalmente melhor, mas tenho que resolver o problema das estacas, que são escassas.
A falta de tempo para o resto faz com que o quintal não esteja a correr como desejaria. Precisava de ter mais sementeiras, plantações e colheita em sucessão. Mas não tenho.